Sei lá e pans

O título diz tudo.

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Ano passado adquiri um Motorola G84 em substituição ao triste falecimento do meu samsung note10. Foi uma compra de oportunidade, com um belo desconto na operadora. É um bom aparelho, já com suporte a 5G e outros recursos bem razoáveis.

Como um usuário do LineageOS, uma versão do sistema android sem os penduricalhos de software do google,. do fabricante e da operadora, fiquei muito tentado a instala-lo também nesse telefone. Infelizmente, a época não havia uma versão para esse aparelho em particular. Então, ligeiramente contrariado, mas feliz por não arriscar um aparelho recém adquirido, fiz um debloat (ou seja, desinstalei ou desabilitei quase tudo o que não queria). Não vou explicar esse procedimento aqui, mas caso te interesse, procure esse projeto

Durante um ano usei o celular dessa forma, E resolveu, ainda que não fosse completamente satisfatório, eu queria estar mais livre, tanto quanto possível, das bigtechs.

Há cerca de uns 4 meses atrás, meu aparelho entrou na lista de oficialmente suportados pelo LineageOS. fiquei enrolando um tempo, até que finalmente tomei coragem e parti para a instalação. O primeiro passo foi criar uma conta na Motorola para fazer o desbloqueio do bootloader. Pois é, apesar do aparelho ser seu, você precisa da anuência do fabricante para fazer este desbloqueio. É para sua segurança, eles dizem, mas é conversa. É mais um obstáculo para ver se você desiste. Ah sim, e com o desbloqueio você abre mão da garantia. Essa foi uma das razões para eu ter aguardado um ano.

Desbloqueio do bootloader

É necessário criar uma conta junto a Motorola para obter o código de desbloqueio. Recomendo fazer esse passo antecipadamente, pois pode levar até 7 dias para autorizarem o desbloqueio. Aproveite esse tempo para fazer o backup do aparelho, pois o desbloqueio vai apagar tudo. É importante lembar que, após desbloqueado sempre aparecerá um aviso quando o celular for ligado informando do desbloqueio do bootloader. Se você pensa em revender o aparelho para alguém que não quer usar lineage, é bom ter isso em mente. consulte o site da motorola para maiores informações.

Para todos esses passos, desde o desbloqueio até a instalaçãodo LineageOS, é bom ativar o modo de desenvolvedor, da seguinte forma:

  • Primeiro, vá até as Configurações do seu celular.

  • Depois, procure por “Sobre o telefone” ou “Sistema” e toque em “Sobre o telefone”.

  • Nessa tela, encontre a opção “Número da versão”.

  • Agora, toque repetidamente, umas sete vezes, no “Número da versão” até aparecer uma mensagem dizendo que você agora é um desenvolvedor.

  • Feito isso, o modo desenvolvedor já está ativo!

Para habilitar o acesso do ADB, você volta para as Configurações, entra em “Sistema” (ou um menu parecido, dependendo do aparelho) e depois em “Opções do desenvolvedor”. Dentro desse novo menu, procure a opção “Depuração USB” e ative-a. É só confirmar na mensagem que aparecer, e pronto! O ADB já consegue se comunicar com seu celular.

Feito o desbloqueio seguindo o passo a passo do site da motorola e do lineage, a coisa flui muito tranquila. Basta ler as orientações com atenção e executar os passos.

Instalação do Lineage

O manual de instalação da LineageOS para o meu G84 (codinome bangkk) é bem direto, mas exige atenção. O primeiro passo é ter as ferramentas certas à mão.

Adb e Fastboot

Antes de qualquer coisa, a gente precisa de duas ferramentas essenciais: o adb e o fastboot. Eles são a ponte entre o seu PC e o celular. O adb (Android Debug Bridge) nos permite fazer comandos no aparelho enquanto ele está ligado no modo normal ou em modo de recuperação, e o fastboot é o cara que conversa com o bootloader para instalar arquivos essenciais.

Funciona de forma parecida no Windows ou Linux:

No Windows: Abra o “prompt de comando” ou “terminal”. Se ao conectar o aparelho, o comando fastboot devices não retornar nada, você provavelmente precisa de drivers específicos.

No Linux: Abra o terminal. Caso a saída de fastboot devices retorne a mensagem no permissions, é provável que você precise rodar o comando como root, ou seja, com privilégios de administrador. É bom também checar o cabo USB, pois ele pode ser o problema.

Com o celular conectado, abra o terminal e use este comando para reiniciar o aparelho no modo bootloader:

adb -d reboot bootloader

Depois de desbloquear, o manual pede para re-habilitar a “depuração USB” para que os próximos comandos funcionem.

A instalação definitiva Com o bootloader desbloqueado e o aparelho no modo certo, agora é sério! O manual do LineageOS que eu usei exige que a gente instale alguns arquivos de imagem antes de mais nada.

Primeiro, baixe os arquivos de imagem (dtbo.img e vendor_boot.img), além da Lineage Recovery oficial, que é um arquivo boot.img. O manual avisa para usar essa Recovery e não outra, para evitar problemas na instalação.

Agora, no terminal, é hora de usar o fastboot para instalar essas partições. É só usar os comandos que o manual sugere:

fastboot flash dtbo dtbo.img

fastboot flash vendorboot vendorboot.img

Em seguida, a gente instala a recovery, que é a parte mais importante para o próximo passo.

fastboot flash boot boot.img

Depois de instalar a recovery, o manual me instruiu a reiniciar o aparelho nela e fazer a “formatação de dados” para limpar tudo. Essa é uma etapa crítica para que a ROM funcione corretamente.

Finalmente, com o aparelho pronto, é hora de fazer o sideload do arquivo da LineageOS. É só selecionar “Apply from ADB” na tela do aparelho e usar o comando no computador:

adb -d sideload /caminho/para/o/arquivo.zip

Se você for instalar o microG logo depois, o manual recomenda não reiniciar o aparelho. É só usar o mesmo comando de sideload para o pacote do microG. É normal, nesse momento, aparecer um aviso de “Verificação de assinatura falhou”, mas é só dar “Sim” e prosseguir, já que os add-ons não vêm com a assinatura oficial do Lineage.

Experiência com o LineageOS

Primeiro, experimentei o LineageOS puro. Foi como ter um celular novo, de novo! com um conjunto básico de aplicativos, logo acessei a pagina do F-Droid, que funciona como uma loja alternativa com aplicativos FOSS (Software Livre e de código aberto) para o android. É necessário dar autorização para o navegador instalar o f-droid (recomendo remover, depois) e depois, para o próprio F-Droid. Os softwares disponíveis no repositório básico do fdroid atendem a muita coisa, mas para deixa-lo ainda melhor, você pode adicionar alguns repositórios de terceiros. Evite sair adicionando tudo que ver por aí, melhor se ater ao que pode ser considerado confiável. Eu adicionei o IzzyOnDroid, um repositório de aplicações fornecidas diretamente pelos repositórios dos desenvolvedores dos aplicativos e o do Bitwarden, que uso como cofre de senhas.

Com a instalação do AuroraStore, uma loja que permite fazer a instalação de softwares que estão na google play, tudo parecia fluir bem, até bem demais.

Com quase tudo funcionando...

Claro, logo fui atingido por uma pedrada, Os apps de banco que uso instalavam, mas não funcionavam direito. Um nem abria, outro abria, mas não conseguia fazer o reconhecimento facial. Lambendo minhas feridas, mas não disposto a largar o Lineage, resolvi testar o LineageOS for microG. Já havia usado esse projeto anteriormente e ele tinha resolvido meus problemas. Essa versão do Lineage vem com o microG, que substitui a parte proprietária do android que o google impõe, permitindo que os aplicativos que precisem de serviços do google, como saber que o celular é confiável e registrado possam funcionar. Além do mais, essa versão já vem com o F-Droid instalado.

Felizmente, com essa versão, todos os meus problemas “bancários” foram resolvidos. Até testei instalar o microG a parte com o lineage puro, mas nunca consegui passar em todas as verificações. Agora, posso dizer que tirando os apps bancários, netflix, uma coisinha ou outra e o inescapável whatsapp, meu celular roda FOSS de cima abaixo. Prevejo que salvo alguma queda fatal, poderei usa-lo com tranquilidade por uns bons anos dessa forma!

Ressalvas

Apesar disso, sempre valem alguns avisos. Não uso o app do Gov.br no meu celular. Sei que ele tem algumas questões com aparelhos desbloqueados, então se você utiliza duplo fator de autenticação com sua conta gov.br convém desativar (nem sei se é possivel) isso antes de prosseguir, ou ter usa conta configurada em um celular reserva.

Outros aplicativos também podem ter questões quando a falta da play store oficial ou ao safetynet. Eu mesmo notei logo antes de fazer essa postagme que meu netflix não funcionava mais, mas bastou fazer alguns ajustes dentro das configurações do microG de ativar o “registro do dispositivo no Google” e ativar o “SafetyNet do Google” que passou a funcionar. Claro, isso deve ter uma diminuição na minha privacidade que o sistema proporciona, mas a vida é isso, a gente abre mão de algumas coisas pela comodidade de outras.

#LineageOS #microG #FOSS

Mais uma vez o #monsterdon foi invadido por uma produção independente. Dessa vez temos um filme que alega que a terra receberá o visitante mais esquisito que já viu. A julgar pelo cartaz do filme, há pouco espaço para discussão.

Cartaz do filme

Bem, vamos ao costumeiro aviso de SPOILERS Em O Homem do Planeta X (the Man From Planet X) de 1954, uma simpática e enevoada vila em uma ilha escocesa é o local onde o Professor Elliot e sua filha Enid instalaram um telescópio para acompanhar a passagem de um planeta errante pela terra. Porque instalar um telescópio em uma ilha constantemente enevoada? Bem, deve ser pra dar um clima de suspense e não para conseguir uma bela visão do céu.

Que belo local
Um ótimo local para se observar o céu.

Junto com o professor e sua filha há o Dr Mears, que aparentemente já teve problemas com a justiça, conforme conta o nosso protagonista, John Lawrence, um jornalista americano que chega a ilha a convite do professor e sua filha.

Talvez tenha sido por conta da versão colorizada que assisti, mas esse é realmente um filme econômico! Dava pra ver claramente que a maioria dos cenários externos eram telas pintadas, quase como uma apresentação de teatro.

isso não é de verdade

Pelo menos neste filme temos uma participação feminina um pouco mais ativa, pelo menos na primeira metade do filme. Claro, ainda há a típica “donzela em perigo”, mas pelo menos não é tão clichê quanto costuma ser em filmes dessa época.

Enfim, logo temos a chegada de uma temível astronave. Só que ela não é temível, é a té razoavelmente pequena, parecendo um sorvete na casquinha que caiu no chão

bela aterrisagem
Não foi um pouso macio

Logo somos apresentados a verdadeira estrela do filme, só que como a nave, ela não é tão aterrorizante quanto imaginávamos. De fato, parece uma máscara de papel machê dentro de um grande capacete em forma de bolha transparente. Ah, nada como efeitos práticos

não tem pão velho
Vá embora!

Ao se encontrar com o alienígena, Enid corre de volta a torre, castelo, enfim a morada deles entre as brumas para contar ao pai o que viu. Logo O Professor e Jack retornam ao local, para serem rendidos por um alienígena que aparentemente não sabe regular seu cilindro de ar e logo desmaia. Mas com a ajuda de Jack e o Professor ele se recupera e logo via de bom grado a masmorra (hein?) da torre, onde o professor e Dr Mears tentam estabelecer contato com a criatura.

enfim, não vou me ater aos detalhes, mas Dr Mears tenta roubar os segredos da tecnologia da criatura, mas ela foge e sequestra Enid e outros do vilarejo. Por alguma razão, nesse meio tempo o carro de Enid fica rosa, talvez ela tenha ganhado da Marykey.

Com todos sendo sequestrados e hipnotizados, Jack, coma ajuda do delegado local passam uma mensagem pedindo ajuda para enfrentar o alienígena. Logo chega a Scotland Yard e os milicos, e dão um prazo para que Jack tente resgata-los antes de destruir a nave. Jack consegue se aproximar o bastante para pegar informações com um hipnotizado Dr. Mears de que a criatura veio do planeta X para estabelecer o primeiro passo para uma invasão. Jack resgata todo mundo, mas Mears corda de seu transe e tenta voltar a espaçonave antes dessa ser destruída pela bazuca do milicos. No final das contas o tal planeta X passa pela terra sem maior perigo e o filme termina por ai. Não é um grande filme, mas é divertido e se você estiver de bom humor, pode render boas risadas.

Pontos positivos

  • o Filme é relativamente curto, só 70 minutos
  • uma personagem feminina razoavelmente ativa durante o filme

Pontos negativos

  • um alienígena que é basicamente uma máscara de papel machê
  • Por que observar o céu num lugar enevoado?
  • o carro da protagonistas ter sido um prêmio da Marykey

Serviço

The Man from Planet X está disponível no Internet Archive e tem 100% no tomatômetro (vai entender) e 39% no pipocômetro do Rotten Tomatoes

#monsterdon #themanfromplanetx #terror #horror #filme #opiniao #review

Uma coisa bem comum nos filmes que assistimos no #monsterdon é a trilha sonora anticlimática. É muito estranho estar assistindo um filme que, supostamente, deveria nos dar medo, com uma animada fanfarra já rolando nos seus créditos iniciais. Não que isso não possa acontecer, claro! Deve ter acontecido, mas me parece que hoje em dia isso é feito melhor, a gente fica mais tenso desde o inicio do filme, já ficamos no “clima” por assim dizer.

“Grizzly, a força assassina” (Grizzly, 1976) é mais um exemplo dessa estranha predileção desses cineastas de terror de segunda categoria. Neste filme, temos um alegre parque, tipo reserva natural tipicamente americano, onde as pessoas vão acampar entre as montanhas e florestas de pinheiros e, claro, onde tantos filmes de terror começam. O filme é um claro reaproveitamento da ideia de “Tubarão” (que admito, não sei se é original), mas mudando de bicho e local.

Cartaz do filme

Para não perder o costume, aqui vai o costumeiro aviso de SPOILERS a frente.


Agora você não me escapa

Logo no inicio do filme, temos duas garotas acampando no parque que são atacadas, em plena luz do dia pelo nosso peludo protagonista, um urso pardo de quase 5 metros e meio de altura e quase uma tonelada de peso, segundo a sinopse do filme. infelizmente nesse momento não vemos nosso estimado caniforme. Mas pelo menos temos a “urso-visão” como eu batizei em que podemos ter o ponto de vista do ursão. Pelos sons que ele faz, certamente uma bela sinusite eve tê-lo deixado assim para ele resolver curtir atacar os campistas por ali.

gostaria de ouvir a palavra do Urso do céu
* “Veja se estou com bafo, por favor.” *

Com esse ataque somos apresentados ao time de heróis locais, os guardas florestais liderados por Michael Kelly, nosso fumante protagonista. Alias, nesses filmes dos anos 70 sempre me surpreendem pela quantidade de cigarros e bebida que os personagens consomem. Não sou um membro dos rosacruzes para pregar, mas acho que isso é um sinal dos tempos de como essas coisas hoje em dia são vistas com outros olhos. Também temos o piloto de helicóptero Don e o naturalista Arthur. Havia uma fotografa que devia ser o interesse romântico de Kelly, mas ela desaparece do filme da metade pro final, algo razoavelmente típico e misógino desses filmes. E já que estamos no assunto, também não temos nenhum preto ou qualquer outra etnia. E isso porque logo no inicio do filme Don avisa que aquela é uma área de nativo-americanos.Nesse sentido o filme é 100% WASP

O filme também tem citações memoráveis (só que não). em certo ponto, uma criança é atacada e perde parte da perna. Ao ser resgata, alguém pergunta a Kelly, o chefe da guarda florestal se a vítima está bem e ele responde “a parte dela que sobreviveu, sim”

sobrevivi e morri
Eu sobrevivi a um ataque de urso para morrer na cena seguinte. De um novo ataque de urso

Bom, finalmente depois de deixar algumas vítimas pelo caminho, incluindo o naturalista amigo de Kelly, escapar de caçadores e “derrubar” um helicóptero (o.k., o helicóptero estava no chão, mas ele atacou e inutilizou o helicóptero, aparentemente) nosso querido primo do Ursinho Puf é desintegrado com um tiro de RPG (uma espécie de bazuca, para os leigos) em um típico final apressado destes filmes.

RPG
Tenho quase certeza que essa não é uma forma adequada de se manusear uma arma de fogo

O.k., esse é fim desse suposto tubarão que se passa na floresta. Não contente, o filme depois gerou uma continuação chamada “Grizzly 2: Revenge” de 1983 com um elenco premiado, incluindo George Clooney, Laura Dern, Charlie Sheen e John Rhys-Davies. Com certeza não foram lançados ao estrelato por conta desse filme.

Pontos positivos

  • O filme não enrola muito, logo o urso ataca!
  • Aproveitaram bastante o aluguel do helicóptero. É sempre bom ver um dinheiro bem-investido nessas produções.
  • visão-urso compensa a demora em aparecer.

Pontos negativos

  • o pobre urso arfa como um asmático
  • o interesse romântico do protagonista “some” da metade pro fim
  • bazucar o urso foi sacanagem

Serviço

Disponível em inglês no youtube de forma gratuita.

Grizzly tem 45% no tomatômetro e 32% no pipocometro do Rotten Tomatoes

#monsterdon #grizzly1976 #opiniao #filme #terror #urso

Depois de um looongo inverno, pelo menos se você está, como eu, no hemisfério sul, estou aqui de volta soltando algumas idéias soltas nesse blog, junto com um excesso de virgulas que me é peculiar.

O motivo da pausa, a quem possa interessar foi para repensar o uso dessa ferramenta. Gosto do writefreely, mas a versão gratuita é bem limitada, e no momento não me vejo propenso a pagar. Gostaria é de ter meu próprio domínio, e hospedar um writefreely diretamente lá. Enquanto não rola, vou voltar a postar por aqui.

De volta ao post, embora o título deste possa ser muito auspicioso para alguns, não falarei do filósofo, economista, teórico político, revolucinário socialista entre outros títulos atribuidos a este mais famoso. Falarei de outro Marx, o ator e comediante estadunidense Groucho Marx.

Recentemente me peguei novamente lendo sua autobiografia. É um hábito pegar para reler nos ultimos, sei lá, 20 ou 30 anos, mais ou menos. É uma leitura segura que normalmente uso para “tirar o bode” dos aborrecimentos e ansiedades diárias.

Comecei ~pirateando~ lendo uma edição que apossei de meu irmão mais velho, quando ele saiu de casa. Não me lembro bem como me deu a curiosidade de lê-lo, mas