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    <title>leitura &amp;mdash; Sei lá e pans</title>
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    <description>O título diz tudo.</description>
    <pubDate>Tue, 12 May 2026 23:13:01 +0000</pubDate>
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      <title>Resetando a vida com fogo</title>
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      <description>&lt;![CDATA[Na minha família, já tem alguns anos adotamos a prática de fazer um amigo-oculto de desapegos, e num misto de casas muito entulhadas, dificuldades financeiras, filhos e sobrinhos para presentear, acabamos trazendo a prática que já tinhamos entre amigos para a família. Com mais regras, claro. Ninguém queria receber uma lata de cerveja vencida (como já ocorreu entre o antigo evento que faziamos com os amigos. Talvez por isso ele não ocorra mais).&#xA;&#xA;Enfim, em um destes natais fui presentado pelo meu irmão com Pequenos incêdios por toda a parte de Celeste Ng. Apesar da recomendação deste irmão que havia colocado o livro para jogo, foi uma leitura que adiei por um tempo, em parte por realmente ter perdido a prática da leitura, em parte por estar usando todo o tempo de leitura que eu dispunha (não é muito quando se tem três filhos, a mais velha recém na pré-aborrêcencia) a ler os livros do querido Pedro Oli.&#xA;&#xA;Depois de o livro ficar me provocando durante esse tempo de estante, resolvi finalmente lê-lo, até porque já estava ficando de olho para coloca-lo para rodar em um natal próximo. Então, com alguma motivação iniciei a leitura junto com o ano novo.&#xA;&#xA;Capa de &#34;Pequenos incêdios por toda a parte&#34; de Celeste Ng&#xA;&#xA;Admito que demorei a engatar. A história, sobre a qual pretendo falar o mínimo para não soltar spoilers é sobre duas mães e suas respectivas famílias morando em um daqueles subúrbios americanos de classe média alta que só o excesso de TV nos fez conhecer. A medida que a história se desenrola ali em meados dos anos 90, com aquelas limitações que tinhamos até então, uma vida antes de smartphones e internet, vamos acompanhando como os dois mundos diferentes dessas mães vão acabar se colidindo.&#xA;&#xA;Sinceramente, achei o inicio a história bem lento, e continuei a leitura pela profunda necessidade de terminar de ler, de tentar deixar aquilo para trás. demorou um pouco mas acabei sendo lentamente fisgado pela história, o que dá um paralelo interessante de que a medida que as famílias iam interagindo e se embolando ia aumentando o meu interesse nessa história.&#xA;&#xA;Acabei de termina-lo e realmente gostei muito. Apesar do inicio lento, o final foi ágil, e deixa algumas coisas no ar para o leitor resolver. Gosto desses finais abertos. A vida no final das contas é assim né? A gente começa a acompanha-la de um determinado ponto e temos ali uma estreita imagem de como as coisas realmente acontecem, pelo menos para a maioria de nós. Os teóricos do conspiracionismo alien-iluminati-reptiliano que fiquem a vontade de discordar.&#xA;&#xA;Não foi um livro perfeito, eu mesmo acho que algumas coisas não me pareceram muito reais, mas foi uma leitura agradável, especialmente da metade para o final, como já citei. Dá um gostinho de &#34;quero mais&#34; de saber mais um pouco o que aconteceu com todos os personagens no final.&#xA;&#xA;Achei interessante que foi uma história especialmente feminina, não exatamente de maternidade em sí, apesar do protagonismo principal das duas mães, mas da multiplicidade de personagens femininas. Sendo homem é sempre bom ter uma visão desse universo que não conhecemos o bastante, não importa o esforço.&#xA;&#xA;Escrevendo essas toscas linhas, me dei conta de que o livro foi uma minissérie em algum streaming. Talvez valha a pena assistir um dia, ou talvez o ideal seja ficar com as imagens mentais que a minha cabeça fez do livro. Em todo caso, é uma leitura recomendada, caso tenha a oportunidade de topar com ela por aí, quem sabe num amigo-oculto de desapego&#xA;&#xA;leitura&#xA;PequenosIncendiosPorTodaAParte&#xA;CelesteNg&#xA;opiniao&#xA;livros]]&gt;</description>
      <content:encoded><![CDATA[<p>Na minha família, já tem alguns anos adotamos a prática de fazer um amigo-oculto de desapegos, e num misto de casas muito entulhadas, dificuldades financeiras, filhos e sobrinhos para presentear, acabamos trazendo a prática que já tinhamos entre amigos para a família. Com mais regras, claro. Ninguém queria receber uma lata de cerveja vencida (como já ocorreu entre o antigo evento que faziamos com os amigos. Talvez por isso ele não ocorra mais).</p>

<p>Enfim, em um destes natais fui presentado pelo meu irmão com <em>Pequenos incêdios por toda a parte</em> de Celeste Ng. Apesar da recomendação deste irmão que havia colocado o livro para jogo, foi uma leitura que adiei por um tempo, em parte por realmente ter perdido a prática da leitura, em parte por estar usando todo o tempo de leitura que eu dispunha (não é muito quando se tem três filhos, a mais velha recém na pré-aborrêcencia) a ler os livros do querido Pedro Oli.</p>

<p>Depois de o livro ficar me provocando durante esse tempo de estante, resolvi finalmente lê-lo, até porque já estava ficando de olho para coloca-lo para rodar em um natal próximo. Então, com alguma motivação iniciei a leitura junto com o ano novo.</p>

<p><img src="https://www.traca.com.br/capas/1595/1595390.jpg" alt="Capa de &#34;Pequenos incêdios por toda a parte&#34; de Celeste Ng"/></p>

<p>Admito que demorei a engatar. A história, sobre a qual pretendo falar o mínimo para não soltar <em>spoilers</em> é sobre duas mães e suas respectivas famílias morando em um daqueles subúrbios americanos de classe média alta que só o excesso de TV nos fez conhecer. A medida que a história se desenrola ali em meados dos anos 90, com aquelas limitações que tinhamos até então, uma vida antes de <em>smartphones</em> e internet, vamos acompanhando como os dois mundos diferentes dessas mães vão acabar se colidindo.</p>

<p>Sinceramente, achei o inicio a história bem lento, e continuei a leitura pela profunda necessidade de terminar de ler, de tentar deixar aquilo para trás. demorou um pouco mas acabei sendo lentamente fisgado pela história, o que dá um paralelo interessante de que a medida que as famílias iam interagindo e se embolando ia aumentando o meu interesse nessa história.</p>

<p>Acabei de termina-lo e realmente gostei muito. Apesar do inicio lento, o final foi ágil, e deixa algumas coisas no ar para o leitor resolver. Gosto desses finais abertos. A vida no final das contas é assim né? A gente começa a acompanha-la de um determinado ponto e temos ali uma estreita imagem de como as coisas realmente acontecem, pelo menos para a maioria de nós. Os teóricos do conspiracionismo alien-iluminati-reptiliano que fiquem a vontade de discordar.</p>

<p>Não foi um livro perfeito, eu mesmo acho que algumas coisas não me pareceram muito reais, mas foi uma leitura agradável, especialmente da metade para o final, como já citei. Dá um gostinho de “quero mais” de saber mais um pouco o que aconteceu com todos os personagens no final.</p>

<p>Achei interessante que foi uma história especialmente feminina, não exatamente de maternidade em sí, apesar do protagonismo principal das duas mães, mas da multiplicidade de personagens femininas. Sendo homem é sempre bom ter uma visão desse universo que não conhecemos o bastante, não importa o esforço.</p>

<p>Escrevendo essas toscas linhas, me dei conta de que o livro foi uma minissérie em algum <em>streaming</em>. Talvez valha a pena assistir um dia, ou talvez o ideal seja ficar com as imagens mentais que a minha cabeça fez do livro. Em todo caso, é uma leitura recomendada, caso tenha a oportunidade de topar com ela por aí, quem sabe num amigo-oculto de desapego</p>

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      <pubDate>Sun, 06 Apr 2025 17:41:15 +0000</pubDate>
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